quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

*.* Aniversário de 1 ano*.*


Que alegria!!!

Um aninho de vida do meu blog...

Parabéns!!!

*.* Justificando *.*





Boa Noite!!


Andei sumida não é?!


Bom, o ano de 2010, foi um ano de muitas mudanças na minha vida.


Em maio de 2010, assumi uma sala na Prefeitura de São Bernardo do Campo e isto mudou a minha área de atuação direta, e assim, toda a minha rotina.


Eu estava atuando como diretora e  coordenadora de uma Creche e hoje sou professora do Ensino Fundamental. Acabei perdendo o rumo, no que diz respeito ao blog, uma vez que meu trabalho mudou.


Retomo agora, com muita saudade e satisfação.


Agradeço e me desculpo àqueles que me visitaram e encontraram o blog "abandonado".


Vida nova! Novo objetivos, mas a favor da EDUCAÇÃO... sempre!!


Um abraço à todos,


Sheila!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

*Lição de casa na Educação Infantil*





Uma leitora do nosso blog* pediu uma reflexão a respeito do dever de casa na Educação Infantil. Então, vamos pensar a esse respeito.

O primeiro ponto que devemos considerar é sobre a função do dever de casa. Qual é ela, afinal? Na verdade, a tarefa escolar para ser feita em casa pode não ter função alguma, pode ter uma boa função ou pode, inclusive, atrapalhar a vida do estudante. Tudo depende de como a escola trabalha com essa questão.

Ela não tem função alguma quando se transforma em uma atividade burocrática. A escola passa a lição e o único objetivo é esse mesmo: o aluno ter atividade escolar em casa. Ele não aprende nada com isso – nem em relação ao conteúdo tampouco à responsabilidade escolar – e se cansa de ter de cumprir uma obrigação sem sentido. É bom lembrar que muitas escolas enviam a lição para ser feita em casa apenas por pressão dos pais, que querem um tempo do filho ocupado quando ele está em casa.

Ela tem uma função positiva quando desafia o aluno, ou seja, não é mera repetição do que ele já faz na escola. Além disso, também quando aprende que precisa dar conta disso sozinho, sem a ajuda dos pais. Claro que estes precisam lembrar ao filho a sua responsabilidade e ajudá-lo a administrar seu tempo, mas o restante devem deixar com ele mesmo.

Finalmente, a função se torna negativa quando a lição de casa faz o aluno construir uma relação de dependência de sua vida escolar com seus pais. Isso ocorre quando a criança não consegue dar conta sozinha de sua tarefa e seus pais precisam ajudar. Além disso, quando a lição é feita e não corrigida na escola e/ou quando não realizada não acarreta nenhuma diferença no aprendizado do aluno, torna-se algo absolutamente negativo.

Agora, vamos pensar na função da escola de Educação Infantil. Nesse período, a criança precisa brincar. Esse segmento da escola é o único diferente de todos os outros porque os alunos dessa idade são totalmente dependentes dos adultos. Desse modo, o que se consegue ao enviar lição de casa para crianças com menos de seis anos é que ela entenda que sua vida escolar depende da atuação de seus pais.
 

É bom lembrar que criança pequena pode gostar muito de brincar de escolinha em casa. Mas, para isso, não precisa de lição de casa.
 

As crianças que trazem lição de casa na Educação Infantil podem ter, futuramente, uma visão distorcida dessa responsabilidade escolar?  Pode ser que sim, pode ser que não. Como não conseguimos fazer previsões, pagamos para ver.

Escrito por Rosely Sayão 

*Texto retirado do blog da Rosely Sayão

terça-feira, 20 de abril de 2010

*Kit Respeitar - "Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes"



Assunto de grande importância!!!
Vale muito a pena conferir e divulgar!!!!

Trata-se de um conjunto de três livros concebidos com o objetivo de servir como instrumento para a prevenção e o combate à violência contra a criança e o adolescente. Cada um dos volumes é destinado a um público diferente: as próprias crianças e jovens, pais e responsáveis, e profissionais que lidam com o público infanto-juvenil. A produção do material é fruto do trabalho realizado pela Fundação, Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social (Seads) e Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude (ABMP).
Todo o conteúdo dos volumes foi elaborado por Anna Christina Cardoso de Mello, psicóloga da Vara da Infância e Juventude, Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e consultora da Fundação Orsa. O Kit Respeitar conta, ainda, com a consultoria de uma equipe composta por educadores, assistente social, socióloga, juiz de Direito e outras três psicólogas, além de nove leitores mirins para o volume dedicado às crianças.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

*Adolescência e Álcool*



É preocupante a crescente utilização de bebidas alcoólicas de forma sistemática pelos jovens em nossa sociedade.
E nesse ponto, aliás, como em todos, o exemplo marca e ensina melhor do que milhões e milhões de palavras, diálogos ou sermões.
Pais que estão sempre com um copo na mão, sem dúvida, terão mais probabilidade (lembrem-se, nunca se pode afirmar nada de forma absoluta, em se tratando de seres humanos) de que seus filhos bebam do que os que nunca bebem ou dos que só o fazem em ocasiões muito especiais - e equilibradamente. Isso não significa que quem tem filhos não possa beber nunca mais. Claro que pode, desde que dentro de limites adequados, ou seja, que não tenha uma regra para si e outra, certamente mais rígida, para os outros.
Compreender o uso da bebida em seu significado social, ajuda a entender o “porque” de seu uso crescente e abusivo por jovens e adultos.
A bebida tem sido apresentada, através dos tempos, como símbolo de masculinidade, independência e status social. Por isso é comum pais de meninos darem um gole do que estão tomando para seus filhos pequenos, e em seguida, orgulhosos, aplaudirem e exibirem - o "filho que saiu ao pai" - a amigos e parentes. Mas não o fazem com meninas. Essa atitude favorece o uso no futuro, já que desde cedo é percebida pela criança como um ato apreciado e apro¬vado - e não como algo nocivo à saúde e à integridade pessoal. É o tipo de estímulo inadequado, perpetrado sem que se apercebam e sem que prevejam conseqüências negativas no futuro.
Alguns poderão julgar exageradas minhas observações, mas a verdade é que a única droga consumida por mais da metade dos jovens entre 14 e 18 anos é o álcool. A sociedade vive assustada e preocupada com crack, cocaína, maconha etc., mas com álcool poucos se preocupam - dadas as características sociais e ao fato de ser legalmente permitida. Assim, milhares de adolescentes, a cada fim de semana, a cada saída com amigos, a cada festinha, consomem várias doses de diversos tipos de bebidas (misturam chope com caipirinha, com batidinhas, com bebidas energéticas etc.) a ponto de ter se tornado comum jovens passarem mal por excesso de álcool (vômito, enjôo, sudorese, perda de consciência, atos socialmente inadequados, perda da compostura etc.). Sem referir o crescente número de acidentes de trân¬sito – resultando em morte ou invalidez permanente - e o aumento da agressi¬vidade que o álcool pode gerar. Quantas festas não acabam em pancada¬ria por conta do excesso de bebida? Coma alcoólico também não é mais tão raro assim. Basta analisar as estatísticas dos hospitais. É importante ressaltar que as meninas também têm “avançado o sinal” nesse setor.
O melhor a fazer, portanto, é cuidar para que os filhos tenham um bom exemplo. Beber em algumas ocasiões não tem problema, mas é imprescindível que nos mantenhamos sóbrios. Por eles e por nós. E quando estiverem bebendo – e seus filhos olhando - digam claramente que eles só têm autorização para começar a beber depois dos 18 anos e, mesmo assim, de forma muito moderada.
Ensine-os também a parar na hora certa e a nunca misturar diferentes tipos de bebida. Clareza, objetividade e segurança na hora de transmitir dados são fundamentais. Use textos de autores conhecidos, de médicos ou de especialistas em drogadição. Ajuda muito. Adolescente em geral tende a desmerecer o que os pais falam. O suporte técnico facilita e dá substância à comunicação.
Devemos dar essa orientação aos nossos filhos, mesmo sabendo que provavelmente muitos deles não a seguirão à risca. Mas, ao menos, saberão qual a nossa postura. Conversar abertamente, sem brigar, alertando para a proibição legal em vigor, e para o fato de sermos nós os responsáveis por eles perante a lei, respondendo inclusive criminalmente, é essencial. Atuar de forma clara, sem agressividade, com explicações adequadas e fundamentadas costuma funcionar, nem que seja para postergar o início do uso. Um estudo que fiz com adolescentes brasileiros (apresentado no livro “O adolescente por ele mes¬mo”) revelou que 57,7% dos jovens que utilizam drogas iniciaram-se com 14 anos ou menos. Portanto, nada de esperar muito. Lá pelos onze, doze anos já é “A” hora...
Conscientizando nossos filhos sobre os perigos do uso constante de bebidas, ao menos poderemos conseguir moderação no uso. Ao passo que o silêncio ou a aprovação explícita, assim como o incentivo, conduzem à maior probabilidade de começarem muito cedo e também de beberem mais. Outro dado importante é saber que uma série de estudos demonstrou que se uma pessoa bebe, ainda que moderadamente (uma dose de uísque, por exemplo, três vezes por semana ou dois a três chopes a cada saída), ao final de 10 anos terá se tornado adita (dependente). Portanto, nesse assunto em particular, vale o “quanto mais tarde, melhor”. 



Texto de Tânia Zagury:http://www.taniazagury.com.br/artigos.asp?cdc=3158

terça-feira, 13 de abril de 2010

*Compaixão pelas crianças*





Muitas crianças sofrem quando se descontrolam, quando fazem o que não poderiam nem deveriam fazer, quando expressam explosivamente seus caprichos, quando se debatem com uma tarefa difícil que precisam cumprir e se perdem no abismo do "eu não vou conseguir, eu não sou capaz", quando transgridem um princípio conhecido e sabem que a consequência de seu ato prejudica alguém.

O sofrimento delas fica estampado com tanta clareza que é difícil um adulto não perceber o que ocorre nesse momento.Mesmo assim, a reação de muitos deles tem sido insensível. Já faz um tempo que adotamos a postura de reclamar de comportamentos das crianças, de nos sentirmos vítimas de suas atitudes, de nos fazermos impotentes frente a elas.

"Eu não aguento mais esse menino!", "Eu já fiz de tudo para ensinar a ela que não pode fazer isso", "Ela não tem jeito", "Essa criança precisa de um castigo muito sério" são frases que ouço pais e professores dizerem com frequência. Pois elas expressam a falta de compaixão e de empatia dos adultos para com as crianças, o que talvez seja uma marca importante de nosso tempo.

É preciso buscar novos caminhos para reagir às crianças que experimentam as situações acima, já que, mais do que acusações e reclamações, elas precisam é de nossa ajuda, de nossa intervenção educativa.

Em primeiro lugar, é bom lembrar que, como nos ensinou Françoise Dolto -psicanalista que se dedicou a compreender a infância e a adolescência-, quando uma criança reage com violência a uma pessoa ou a uma situação, é porque ela tem lá suas razões, mesmo que não seja possível perceber os motivos que a levaram a se comportar dessa forma.

Isso não significa, é claro, que pais e professores não tenham que fazer com que ela arque com as consequências de seus atos e que não a levem a reparar o que fez. Mas ter essa compreensão é fundamental para que seja possível manter a calma e o equilíbrio a fim de não se relacionar com a criança de modo simétrico e, desse modo, perder o lugar de educador.

Reclamar de, acusar, julgar e condenar são atos que, em geral, praticamos com quem ocupa posição simétrica à nossa. Fazer isso com crianças mostra que, diante delas, deixamos vago o lugar de adultos.

É possível ensinar às crianças o respeito às normas importantes para a convivência sem que isso signifique formar um batalhão de obedientes. Igualmente, podemos ensinar a elas que podem e devem sentir orgulho de si mesmas por conseguir ter controle sobre seus atos.

As crianças sofrem quando não conseguem dominar seus impulsos violentos e de momento. Para que tenham êxito no árduo aprendizado do autocontrole, precisam de nós, adultos, agindo como tal. Elas também sofrem quando se afogam no mar da insegurança que as impede de se esforçarem para aprender. Também nesse momento precisam de nosso apoio e encorajamento.

As crianças precisam contar conosco para transformar em ato seu potencial.





Retirado do blog da Rosely Sayão
http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br/

terça-feira, 6 de abril de 2010

*Pais Estudantes*




As escolas trabalham com seus alunos há mais ou menos dois meses. É de se esperar que, a esta altura, muitos estudantes já tenham percebido que têm obstáculos a enfrentar, dificuldades a superar, conflitos a resolver. Frequentar escola traz lá os seus problemas, todos sabem. No entanto, o que não sabíamos é que boa parte desses problemas acaba nas mãos dos pais. Da educação infantil à faculdade, eles têm assumido muitos dos contratempos escolares dos filhos.

Pais de universitários tentam negociar prazos de entrega de trabalho com professores e comparecem à faculdade para resolver problemas dos alunos com a secretaria. Muitos também são chamados pelas faculdades para reuniões e até recebem boletim de frequência e avaliação do filho -isso sem falar de mestrandos e doutorandos em situação semelhante.

Não há dúvida de que esses jovens, de classe média, estão infantilizados, e nem sequer se envergonham da situação. Ao contrário: é de muitos deles que parte o pedido de ajuda aos pais. Justamente quando finalizam o processo de amadurecimento iniciado na adolescência e estão prestes a entrar na vida adulta, são seduzidos a estacionar, quando não a regredir.

Quem tem filhos cursando o ensino médio ou o pré-vestibular carrega uma carga bem pesada. Pressionados pela sociedade, pressionam seus filhos para que deem conta da enorme quantidade de conteúdo passado pela escola e tirem boas notas, para que não percam aulas, para que entrem em uma faculdade reconhecida etc. Contratam professores particulares -muitas vezes indicados pela escola que o filho frequenta!-, dão prêmios e castigos, controlam horários de estudos, tudo em função do rendimento escolar. Mas para quem é importante, afinal, cursar uma faculdade?

Já quem tem filhos no ensino fundamental acaba por ter de atender a pedidos das escolas para que resolvam questões de indisciplina, de desatenção, de comportamentos inadequados ao espaço escolar, de recusa da autoridade do professor etc. No final, o aluno está lá na escola e os pais, aqui fora, tentam interferir no comportamento dele lá. Será que é possível? Tenho dúvidas, já que, quando mudam o papel social e o contexto, pode mudar muita coisa na maneira de se portar da criança.

Nem mesmo os pais das que frequentam a educação infantil ficam livres de arcar com questões da vida escolar dos filhos. São pesquisas e lições para serem feita em casa, reuniões para ouvir análises que a escola faz, ora do comportamento ora do desenvolvimento de seus filhos e até receber algumas orientações, inclusive de encaminhamentos.

Em resumo: hoje, quem tem filhos na escola quase se torna um repetente, já que precisa dar conta de questões que lá atrás, em sua infância, já foram vividas. E quase sempre sem contar com a ajuda dos pais, é bom ressaltar.

Talvez uma boa parceria da família com a escola pudesse ser a de que ambas conseguissem ensinar aos filhos e alunos que o compromisso escolar é deles, e apenas deles.


Texto retirado do Blog da Rosely Sayão
http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br/


quinta-feira, 1 de abril de 2010

*Feliz Páscoa*



Páscoa é dizer "sim" ao amor e a vida; é investir na fraternidade, é lutar por um mundo melhor, é vivenciar a solidariedade.
(Stela Maris Blandino)


quarta-feira, 24 de março de 2010

*Som alto demais prejudica a audição das crianças*


O ruído é a terceira causa de poluição no mundo, ficando atrás somente da poluição do ar e da água, e é uma das principais causas de problemas auditivos. Cuidar para que seus filhos não fiquem expostos a sons muito altos – seja por pouco ou muito tempo – é importante para garantir que eles tenham uma boa audição . 
Segundo a Organização Mundial de Saúde, há cerca de 280 mil pessoas no mundo com problemas auditivos , e cerca de um quarto deles tem início na infância . A boa notícia é que eles podem ser evitados. Veja como: 
- Prefira andar com as janelas do carro fechadas em ruas e avenidas movimentadas; o vidro serve como barreira para a entrada do som muito alto
Nunca ultrapasse a metade do indicador de volume na televisão da sua casa; como a regulagem varia de um aparelho para outro, fica difícil estabelecer um volume padrão recomendável. Mas sempre regule o mais para baixo possível
O mesmo vale para aparelhos de som. Evite ouvir música muito alta dentro de casa ou do carro e, se seu filho já for grandinho, aconselhe-o a evitar o volume alto em players individuais, como o iPod. Esses aparelhinhos chegam a mais de 110 dB. Mesmo ouvir música alta sem os fones de ouvido é mais recomendável, ainda que danoso.
Para evitar desconfortos e um bebê irritado, prefira não ficar muito tempo em ambientes onde muitas pessoas estejam falando ao mesmo tempo.
Muito ruído também atrapalha na comunicação e no desenvolvimento de crianças pequenas, que estão aprendendo a falar, pois atrapalha na memorização de diferentes sons. Com a confusão de vozes, as crianças têm dificuldades para se fixar na voz de uma só pessoa e prestar atenção nas suas palavras, em como elas são ditas.
Quando o assunto são os sons que acontecem de repente e altos demais, o perigo de ter a audição danificada é ainda maior. Crianças não deveriam, por exemplo, assistir à queima de fogos de artifício. É que o impacto sonoro nessa situação é enorme (cerca de 140 dB) e inesperado, e pode comprometer as células que captam o som dentro dos ouvidos. Uma vez danificadas, elas não se regeneram e a audição fica prejudicada para o resto da vida.
Mesmo na escola o ruído está presente, e pode ser mais ou menos intenso dependendo das instalações. Em geral, ele vem de fora da sala de aula, mas pode atrapalhar do mesmo jeito. Por isso fique atento na hora de escolher onde seu filho vai estudar: dê atenção à localização das classes (melhor que não tenha janelas para a rua) e ao isolamento acústico que elas oferecem. O ruído não só incomoda e distrai como também interfere no rendimento escolar das crianças e em seu humor. Isso porque, como explica José Carlos Burlamaqui, otorrinolaringologista do hospital Santa Catarina (SP), “sons acima de 60 dB (como fica a altura do barulho numa sala de aula com crianças conversando) já podem causar desconforto, enxaqueca, náusea e indisposição quando a pessoa fica exposta por muito tempo”. Quando acima de 80dB, a criança pode até mesmo apresentar comportamentos mais agressivos. Esse volume de som é o que escutamos em lugares de tráfego constante de veículos. 

*dB= decibéis; unidade de medida para saber a intensidade do volume de um som 

Fonte: Revista Crescer
Escrito por Drielle Sá



terça-feira, 23 de março de 2010

*Gripe suína: tire todas as suas dúvidas sobre a vacinação contra essa doença*




Como vai ser a vacinação contra a gripe suína? O Ministério da Saúde definiu públicos que vão receber a vacina gratuitamente. Entre eles estão gestantes (que podem ser vacinadas em qualquer período da gravidez), crianças de 6 meses a 2 anos, doentes crônicos e pessoas de 20 a 39 anos. As crianças com doenças crônicas não precisam levar atestado. O ministério reconhece que não tem como controlar quem tem doença crônica ou não e pede, aos pais, que tenham bom senso e só levem as crianças doentes. Os adultos vão receber uma dose e, os menores, duas meia-doses. Basta levar a carteirinha até o posto de vacinação. A campanha para grávidas e crianças vai de 22 de março até 2 de abril. Veja as demais datas da campanha no nosso site: www.crescer.com.br
Devo dar a vacina contra a gripe comum ou posso dar só a da gripe suína? Os especialistas afirmam que o ideal é dar os dois tipos. Dar as duas no mesmo dia não atrapalha a resposta do sistema imunológico. Isso deve acontecer na rede privada – no posto, crianças e gestantes só vão receber a vacina da gripe suína. Em uma clínica particular, seu filho receberia duas doses conjugadas contra ambos os tipos de gripe, e as grávidas, uma. Ainda não se sabe o custo. A Organização Mundial da Saúde recomenda que na próxima campanha de vacinação no hemisfério norte, no fim do ano, a vacina seja conjugada. Se você vacinar no posto e der só a da gripe normal na particular, seu filho recebe quatro doses. As gestantes, duas. No ano passado, a dose contra a gripe comum custava cerca de R$ 60.
Meu filho tem mais de 2 anos. Preciso vaciná-lo? Se puder, sim. A Sociedade Brasileira de Pediatria diz que crianças de 6 meses até 5 anos são o grupo prioritário, e os médicos consultados pela CRESCER afirmam que as mais velhas devem receber também.
E se o bebê tiver menos de 6 meses? Os pais dos menores de 6 meses precisam se proteger, sim. Se tiverem entre 20 e 39 anos – um dos grupos beneficiados pela campanha do Ministério da Saúde –, recebem de graça. Se não, é preciso pagar na clínica particular.
Quem teve gripe suína no ano passado precisa tomar a nova vacina? Sim. Nem todas as pessoas tiveram confirmação da nova gripe com exames e não se sabe por quanto tempo elas ficariam protegidas nem se o vírus muda a cada ano. Todos devem ser vacinados. A proteção dura, em média, um ano.
Crianças ou grávidas doentes podem ser vacinadas? Sim, o único porém é para quem está com febre. Essa pessoa não deve tomar porque o médico pode não saber se a febre permanece por conta da doença que já existia ou se foi uma reação à vacina. Só deve ser vacinada depois da liberação do médico.
A vacina é segura? Provoca gripe suína? Ela foi feita nos mesmos moldes da vacina da gripe sazonal, testada e aprovada. Como o vírus da vacina contra o H1N1 está morto, não causa nenhuma doença. Essa dúvida é comum porque a época de vacinação é no outono e no inverno, quando acontece o pico das doenças respiratórias. É importante lembrar que a vacina não vai impedir que uma pessoa tenha gripe suína, mas, se tiver, os sintomas serão brandos e a recuperação, mais rápida.
Todos podem tomar? Quais são as reações mais comuns? Apenas as pessoas com alergia muito grave a ovo não podem receber a vacina. Tanto a da gripe comum como a suína podem ter efeitos colaterais parecidos, como dor local e febre nos primeiros dias. Diante de qualquer reação, fale com o médico.
Por que as crianças precisam receber duas doses? Essa é uma regra da vacina da gripe (comum ou suína) para os menores de 9 anos que nunca receberam uma picadinha contra o vírus influenza. Cada dose tem de ser dada com um intervalo de 21 dias para garantir que a criança fique protegida. Funciona assim: na primeira dose o organismo começa a produzir anticorpos contra o vírus. Na segunda, reforça a defesa.
Fontes: Alfredo Elias Gilio, infectologista, diretor da divisão clínica pediátrica do Hospital Universitário da USP (SP); Marcio Fernandes Nehab, pediatra e infectologista do Instituto Fenandes Figueira – Fiocruz; Ministério da Saúde; Ricardo Cunha, médico sanitarista do grupo Dasa; Sandra de Oliveira Campos, pediatra, professora da Unifesp (SP)

Fonte: Revista Crescer

segunda-feira, 22 de março de 2010

* Cuidado ao falar *





"Os ouvidos não têm pálpebras, por isso não podemos nos proteger dos barulhos que não queremos ouvir." Essa frase, dita por uma professora de música em uma reunião de pais, me fez pensar muito na vida das crianças na atualidade.

Você já observou uma delas assistindo a um filme? Quando surge uma cena que ela não quer ver, fecha os olhos. Até adultos fazem isso. As pálpebras são uma espécie de proteção do sentido da visão: acionadas intencionalmente, nos protegem de visões que nos causam asco, medo ou repulsa, por exemplo. Desde cedo, a criança aprende a usar esse recurso.

Já do que se fala em seu entorno as crianças não podem se proteger. Hoje, os adultos não têm tomado muito cuidado quando conversam entre si perto de crianças e isso acontece por vários motivos. Um dos principais é que a presença da criança no mundo adulto foi quase naturalizada. De modo geral, não consideramos mais nocivo que ela participe de acontecimentos próprios da vida adulta. Para não sonegar informações que ela solicita ou que acreditamos que ela deva ter lhe dizemos quase tudo.

O segundo motivo é que nós, adultos, estamos muito centrados em nossas próprias vidas.Quando queremos desabafar, tecer comentários diversos, contar segredos, tecer julgamentos de pessoas próximas ou com as quais mantemos relações impessoais, fazemos isso sem antes observar se há crianças por perto que estariam expostas ao que dizemos.

E, além de a criança absorver tudo sem ter maturidade suficiente para dar um sentido apropriado ao que ouve, ela fica sempre pronta a expressar o que ouviu, a qualquer hora e na frente de qualquer um, já que não é capaz de guardar segredos -o que coloca seus pais em situações constrangedoras.

Uma mãe me contou que, ao entrar no elevador com a filha de cinco anos, encontrou-se com uma vizinha. De pronto, a menina disse em alto e bom som: "Mãe, é dessa mulher que você não gosta?" Nem é preciso dizer o clima que se instalou entre as duas, que convivem no mesmo prédio.

Em uma escola de educação infantil, a professora acabara de contar uma história que falava em pesadelos e sonhos. Uma criança disse que a mãe sempre tinha pesadelos porque gemia à noite e, na sequência, outras crianças comentaram o mesmo a respeito dos pais.

Nossa preocupação deve ser com o que a criança ouve e passa a fazer parte de sua formação ou deformação, em alguns casos moral, tanto quanto com aquilo a que ela dá um sentido que interfere radicalmente em sua vida psíquica e emocional. Um garoto de nove anos entrou em estado de apatia porque ouviu seus pais tratarem de sua transferência de escola. A mãe disse que talvez fosse melhor uma escola mais fácil porque ele não era tão inteligente quanto o irmão mais velho.

Já que não conseguimos controlar tudo o que a criança ouve, podemos ao menos poupá-la dos ruídos indesejáveis a ela. Para tanto, precisamos ser mais cuidadosos na presença dos mais novos.



(Texto retirado do Blog da Rosely Sayão)

quarta-feira, 17 de março de 2010

* Aedes Aegypti *

Dica para ajudar a combater formigas e mosquitos, incluindo o Aedes Aegypti veja como é fácil:



Repelente de mosquitos
O cravo-da-Índia, espalhado por superfícies, é muito utilizado para afastar formigas.
Contra mosquitos era novidade, até que experimentei e fiquei admirado com os resultados.
Faça como na foto. Enterre alguns cravos em meio limão. Faça isso com 3 ou 4 limões e espalhe pela Casa.
Mais uma arma para afastar os mosquitos e se prevenir contra a dengue. 


*Texto retirado do Informativo Arteiro da Escola Fazendo Arte...

segunda-feira, 8 de março de 2010

* FILHO OU ALUNO *

Temos dado importância exagerada à vida escolar das crianças. Os pais sofrem muita pressão para acompanhar "pari passu" o aprendizado dos filhos: as tarefas de casa, as notas que vêm no boletim e as reuniões com o pessoal da escola para avaliar o desenvolvimento dos filhos e o que eles chamam de dificuldades de aprendizagem. Temos, inclusive, campanhas com depoimentos de artistas famosos para incentivar os pais a ocuparem esses papéis estreitamente ligados aos estudos dos filhos.

Quando as avaliações do filho não são as esperadas, os pais se sentem na obrigação de procurar, por iniciativa própria ou por recomendação da escola, professores particulares, psicopedagogos ou especialistas diversos para checar algum eventual problema que atrapalhe o aprendizado ou explique o baixo aproveitamento.

Essa situação tem criado outra que considero bem delicada: cada vez mais as crianças ocupam o lugar de aluno dentro da família e, consequentemente, o lugar de filho tem se esvaziado. E esse papel é muito mais importante do que o de estudante para a formação das crianças.

É como filho, por exemplo, que a criança aprende o penoso processo da convivência, chamado de socialização. Sim, é difícil para a criança aprender a conter suas reações, inclusive corporais, que manifestam desagrado, frustração ou mesmo sofrimento ao perceber que ela não é o centro do universo, que existem outras pessoas ao seu redor que merecem respeito. E isso, caro leitor, se aprende em casa, sem ligação nenhuma com os estudos, e exige trabalho árduo da parte dos pais.

É também como filho que a criança aprende o princípio da obediência, como já disse. Isso significa aprender a distinguir situações e principalmente pessoas a quem precisa, necessariamente, atender. É também a educação familiar que ensina a criança a proteger os que são menores ou mais frágeis que ela.

É com os pais que os filhos devem aprender o que é certo e o que é errado na comunidade em que vivem, a compartilhar suas coisas com os outros, a respeitar regras e princípios do grupo. É responsabilidade dos pais a formação da consciência social e moral dos filhos.

Como o destino das crianças é o de crescer, os pais precisam, amorosamente, colocar aos filhos a imperiosa necessidade de restringir suas vontades, adiar prazeres e satisfações imediatas em função de objetivos importantes para o crescimento. Cabe aos pais a tarefa de introduzir aos filhos a realidade da vida.

Tudo isso já é trabalho árduo e exige dos pais um relacionamento com os filhos baseado na autoridade e na afetividade e, para tanto, é preciso muita disponibilidade. Ao acrescentarmos a responsabilidade com a vida escolar das crianças, oneramos em demasia a função deles. E isso gera déficits nas suas responsabilidades originais e mais importantes.

Por isso, um de meus votos para o próximo ano é o de que as crianças ocupem, no interior da família, o lugar de filhos, e não de estudantes. Os professores, certamente, dão conta do papel do aluno.


ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora “Como Educar Meu Filho?” (ed. Publifolha) rosely@folhasp.com.br

quarta-feira, 3 de março de 2010

Música Dança dos Movimentos - Bia Bedran



Bia Bedran

terça-feira, 2 de março de 2010

* Presentinho *


Presentinho da Vanessa G. Vieira do blog Educar para Transformar!!!


Obrigada!!! Adorei!

O Brincar no Currículo da Educação Infantil






O currículo da escola de educação infantil tradicional baseado no brincar foi criado por tentativa e erro, como uma peça de artesanato. Já está na hora de desenvolvê-lo, como na medicina, que avançou por meio de pesquisa científica e teoria

A maioria dos educadores de crianças concorda que elas aprendem melhor por meio do brincar. Alguns exemplos de atividades lúdicas que podemos encontrar em suas salas de aula são construção com blocos, jogo simbólico, pintura, brincadeiras com areia e água e quebra-cabeças. Embora os educadores acreditem na importância do brincar para a aprendizagem, quando são chamados a justificar seu valor educacional, acabam referindo-se a aspectos acadêmicos. Construir com blocos, por exemplo, pode ser importante nas áreas de ciências (na busca do equilíbrio), geometria e representação (na montagem de um posto de gasolina).

A teoria de Piaget sugere, porém, que o pensamento da criança na faixa de 3 a 6 anos ainda não diferencia assuntos acadêmicos. Por essa razão, vemos elementos de diferentes áreas no brincar da criança, conforme mencionei em relação à construção com blocos. No jogo simbólico, da mesma forma, podemos observar elementos das ciências sociais (como o exercício de papéis sociais: pai, mãe e vendedor de loja) e de aritmética (ao brincarem de dar dinheiro e receber o troco, por exemplo).

Os três tipos de conhecimento

Piaget fez uma diferenciação entre três tipos de conhecimento, de acordo com a sua fonte principal. São eles o conhecimento físico, o conhecimento social-convencional e o conhecimento lógico-matemático. Conhecimento físico é o conhecimento que provém dos objetos do mundo exterior. O que sabemos sobre a forma, a cor e o peso de um bloco de madeira são exemplos de conhecimento físico. O fato de os blocos caírem, caso não estejam em equilíbrio, também é um exemplo desse tipo de conhecimento. Esses "pedaços" de conhecimento podem ser obtidos pela observação.

Exemplos de conhecimento social-convencional são as línguas, como o português e o inglês. Nosso conhecimento sobre lojas, dinheiro e feriados também fazem parte desse segundo tipo. A fonte principal do conhecimento social são as convenções feitas pelas pessoas, assim como a fonte básica do conhecimento físico provém dos objetos. Isso significa que a melhor fonte de conhecimento físico para crianças pequenas são os objetos e do conhecimento social são as pessoas.

O conhecimento lógico-matemático é bem diferente, na medida em que sua fonte principal é a mente de cada indivíduo. Se nos apresentarem um bloco cilíndrico e outro retangular, por exemplo, podemos dizer que os dois são "diferentes". Nessa situação, a diferença entre ambos não existe no mundo externo. Ela não é observável, e sim criada por cada indivíduo, que pensa nos dois blocos como sendo diferentes. A prova disso é que o mesmo indivíduo pode pensar neles como sendo "semelhantes". Assim, é tanto verdade dizer que os dois objetos são diferentes quanto dizer que eles são semelhantes. O indivíduo pode pensar ainda nos blocos numericamente, concluindo que eles são "dois". Cada bloco é observável (conhecimento físico), mas o número "dois" não o é. "Dois", "diferente" e "semelhante" são relações mentais criadas por cada indivíduo através de seu raciocínio.

O leitor deve ter notado que a teoria de Piaget a respeito do conhecimento lógico-matemático difere muito da suposição empirista na qual a educação tradicional tem-se baseado. Segundo o empirismo, todo conhecimento tem origem externa e é adquirido pelo sujeito através de um processo de interiorização por meio dos cinco sentidos. Contudo, os exemplos de relações lógico-matemáticas apresentados são de natureza classificatória (diferente e semelhante) e numérica (dois). Um terceiro tipo de relação, o qual pode ser visto na Tabela 1, estabelecido entre relações lógico-aritméticas, é a seriação. Ela se refere à ordenação mental de objetos de acordo com as suas diferenças. Pensar sobre o maior bloco, o segundo maior bloco e o terceiro maior bloco é um exemplo de seriação.
Classificação, seriação e quantificação são relações entre objetos discretos, por isso aparecem na Tabela 1 como "relações lógico-aritméticas". Já as relações espaciais e temporais são de outra natureza, uma vez que não são discretas. A distância entre São Paulo e Nova York, por exemplo, é contínua. Similarmente, o tempo decorrido entre a Idade Média e a atualidade também o é. Eventos e objetos existem no tempo e no espaço. Piaget referiu-se a esse quadro como estrutura espaço-temporal.

O conhecimento lógico-matemático encontra-se no cerne da teoria de Piaget, pois serve como base e estrutura de todo conhecimento, formando sistemas independentes à medida que a criança constrói operações concretas. Para termos o conhecimento físico de que um bloco de madeira é muito pesado, por exemplo, precisamos de uma estrutura classificatória que nos permita pensar em "coisas que são muito pesadas" e "coisas que não são muito pesadas". Para termos o conhecimento social de que aos domingos não há aula, temos de pensar nos "domingos" em oposição a "todos os outros dias da semana". Quando as crianças adquirem o pensamento operatório concreto, elas constroem um sistema de classificação, um sistema de seriação, um sistema de quantificação, um sistema funcional de espaço e um sistema funcional de tempo.



Constance Kamii






Revista Pátio

Ano VI - Nº 21 - Existe uma pedagogia da infância? - Novembro



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Super Nanny funciona?




Uma leitora conta que leu um artigo meu na Folha em que eu analisei o programa “Super Nanny”, que passa em sua versão original no canal pago GNT e tem versão brasileira no canal aberto SBT. Ela argumenta que assiste ao programa e usa muitos dos conselhos dados com os filhos e – o mais importante - que eles funcionam. Por isso, ela quer saber por que é que eu critiquei o conteúdo do programa e mais: se o meu trabalho não é semelhante.
Eu nunca assisti à versão brasileira, mas imagino que ela deve seguir os mesmos padrões do programa original. Então, vou me basear neste último para fazer minhas observações.
A primeira coisa que quero dizer é que, de fato, muitas das recomendações praticadas pelos pais das crianças descontroladas, devidamente orientados pela Supernanny, funcionam. E o que significa funcionar no contexto do programa? Fazer com que as crianças deixem de se comportar de modo inadequado e passem a ter atitudes mais obedientes.
Como é o programa instituído pela Supernanny para dar conta dos problemas dos pais com os filhos? Em primeiro lugar, ela instala uma organização regrada na vida da família. A rotina da casa é escrita em um painel, passo-a-passo e com horários determinados, e os pais devem procurar cumprir cada etapa. Em segundo, ela cria regras que os pais devem aplicar na relação com os filhos. Assim, se um filho obedece ganha uma estrela, por exemplo, num cartaz, se desobedece ou não cumpre algo deixa de ter acesso a um brinquedo por um período etc.
Claro que, se os pais aplicam corretamente as regras, elas funcionam. Mas, funcionam da mesma maneira no adestramento de animais, por exemplo. O que significa isso? Que os filhos aprendem a obedecer às regras estabelecidas na base da recompensa-punição. Essa é uma visão, em minha opinião, muito simplista da educação, do papel dos pais e da criança ou mesmo do adolescente.
Agora, quero comentar a respeito da equivalência que a leitora viu entre meu trabalho e esse tipo de programa. Creio que a grande diferença é que, em primeiro lugar, eu não trabalho com regras e sim com princípios. E por quê? Porque considero que regras são recursos infantilizadores e restritos a determinadas situações enquanto os princípios norteiam todas as atitudes tomadas pelos pais em relação aos filhos e à vida.
Em segundo lugar, a proposta de meu trabalho, como vocês já perceberam, é colocar temas da educação e do contexto em que vivemos em discussão por considerar – reitero – que pensar a educação praticada é mais importante do que agir. Agir sem pensar é típico de criança e de adolescente; é reagir e não agir. Mesmo quando agimos na urgência – e com filhos e alunos isso é inevitável –, se pensamos sempre nos princípios que queremos que norteiem a educação que praticamos, a atitude tomada de imediato não será simples reação.
Por último: o programa Supernanny apresenta, nas entrelinhas, uma visão da qual eu discordo radicalmente: a de que os pais não são competentes para educar os filhos. Creio que as dificuldades maiores dos pais na atualidade são duas: assumir a autoridade necessária ao exercício do papel e saber separar os universos infantil e adolescente do mundo adulto. Mas, isso não ocorre apenas com os pais e sim com todos os adultos já que são traços da cultura contemporânea.
ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora “Como Educar Meu Filho?” (ed. Publifolha)rosely@folhasp.com.br
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